Nível do Rio Madeira passa os 15 metros e deixa mais de 300 famílias em alerta

27/01/2018

O nível das águas do Rio Madeira ultrapassou os 15 metros na tarde desta sexta-feira (26), em Porto Velho, e deixou mais de 300 famílias em estado de alerta. O pico é um dos altos registrados neste ano, mas, segundo o coordenador da Defesa Civil do Município, Marcelo Santos, uma cheia nas proporções de 2014 está descartada. A cota para o rio transbordar é de 17 metros.



“O fenômeno La Niña, que causa chuvas na cabeceira e afluentes do Madeira, está perdendo força. Em 2014, nessa época do ano, já havia chovido 600 milímetros e nesse ano choveu metade, 300 milímetros”, explicou Marcelo Santos, acrescentando que, por conta disso, a cheia de 2018 dificilmente causará problemas semelhantes aos provocados pela cheia histórica.



Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o El Niño influenciava as precipitações de chuvas e mudanças climáticas, o nível do rio Madeira está um metro acima, “mas, se compararmos a 2014, veremos que o volume de água é menor, estando 90 centímetros abaixo do que foi registrado no período naquele ano”, salienta Marcelo Santos.



De acordo com a Defesa Civil, que monitora diariamente as variações do nível do Madeira, mais de 300 casas estão em áreas de risco, mas nenhuma foi atingida diretamente. “Esses lares serão comprometidos se o rio alcançar os 17 metros”, informou o coordenador da Defesa Civil.

 


Em visita a alguns locais onde a cheia ameaça as residências, a reportagem observou que, com a elevação das águas do Rio Madeira, os riachos e lagos também transbordaram, agravando os riscos de enchente em regiões urbanas da capital.



No Beco do Bio, bairro da Balsa, por exemplo, pelo menos 15 casas já tiveram os quintais invadidos pelo igarapé dos Tanques.



“Todo dia visitamos essas localidades para ver a necessidade de retirar as famílias”, afirmou Marcelo Santos. Segundo ele, a maioria das famílias que continuam em áreas de risco já foram contempladas nos sorteios de casas de programas sociais, mas ainda aguardam o recebimento das chaves para ter acesso aos imóveis.

 

 

 

 

Matéria: G1/RO